Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ainda o Meio Ambiente...



No dia do Meio Ambiente, abri um pequeno parênteses no projeto Ruth Rocha e me permiti saborear com meus alunos uma poesia - que amo!!! - da Roseana Murray. (Tá, eu sei que a Ruth Rocha tem vários livros que permitem abordar esse assunto, mas na escola não tem nenhum, e eu não queria deixar a data passar em branco.) Na realidade, o único que consegui foi o Quem vai salvar a vida?, mas esse eu particularmente não gostei tanto, achei um tantinho pedagógico demais, se é que me entendem... E como só leio para meus alunos histórias que AMO, esse não ia conseguir ler de jeito nenhum mesmo! Mas voltando à poesia, foi ótimo, as crianças gostaram muito (uma turma do 3º ano e uma Classe Especial). Depois de conversar sobre a importância da preservação da natureza para a existência de várias espécies de animais (como o próprio sapo) pedi para que  fizessem com restos de forminhas e recortes de revistas um jardim para que o sapo tenha onde morar. Adorei o resultado!

Vou postar a poesia, que faz parte do maravilhoso livro Classificados poéticos:

Procura-se vivo ou morto
um sapo de estimação
que morava no jardim em frente.
Puxa vida! Era um sapo tão sabido
que até piscava o olho pra gente.
Mas o jardim acabou,
virou supermercado,
e o sapo, coitado...
Será que alguém come sapo enlatado?

(Roseana Murray)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Para Sempre

Ainda na semana do Dia das Mães, Tereza, coordenadora pedagógica da minha escola, me lembrou desta poesia maravilhosa. Trabalhei com os alunos do 4º e 5º anos, eles gostaram muito! Depois fizemos pequenos cartões para homenagar essa data tão especial. (Vou ficar devendo as fotos, depois posto aqui.)

Para Sempre
                                                               (Carlos Drummond de Andrade)

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

(fonte: Letras Terra: http://letras.terra.com.br/carlos-drummond-de-andrade/460829/)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um CONVITE para você!


Pode até parecer clichê, mas não tenho como inaugurar esse blog sem essa linda poesia do José Paulo Paes... Sintam-se convidados!

Convite

Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?